Dimas mostra maturidade em plano de governo

Dimas mostra maturidade no plano de governo

Na primeira linha da introdução do seu plano de governo, Dimas Gadelha diz que o objetivo do documento é “explicitar as diretrizes gerais do projeto de governo”. Seria muito melhor para o debate político se o candidato à Prefeitura de São Gonçalo listasse as diretrizes gerais e fosse além, aprofundando o documento com os detalhes do projeto. Depois de limitar as expectativas do eleitor logo no início do documento, Dimas surpreende e entrega mais do que simples diretrizes ao longo das 28 páginas. O plano de governo analisa São Gonçalo com estatísticas e comparações e mostra uma proposta que pode evoluir respeitando as necessidades da cidade.

Um cronograma detalhado por dia é obrigatório nos projetos movidos a dinheiro privado, principalmente nos longos projetos. Não significa que as entregas diárias sejam grandes realizações, e que não ocorram atrasos, mas a empresa, o gerente do projeto e os funcionários sabem exatamente o que está sendo feito. A população gonçalense também merece saber, acontece que nenhum candidato apresenta detalhes das ações pretendidas, nem mesmo estimativas semestrais. Um cronograma macro inicial estaria alinhado à promessa de Dimas de “um modelo de gestão de alto desempenho”, conforme mencionado na página 13.

Após a introdução, Dimas dedica sete páginas ao entendimento de como o município se encontra hoje, sem listar absolutamente nenhuma promessa, por isso marca um golaço. Afinal, como propor a solução de um problema se você não o conhece? De todos os números e problemas citados, de diversas fontes diferentes, vale destacar o percentual de pessoas formalmente ocupadas em São Gonçalo: 11,3% (IBGE), colocando o município entre os últimos do Rio de Janeiro nessa questão (posição 87 de 92 cidades). São Gonçalo não cria empregos formais como deveria, andar nas ruas deixa isso claro.

No estudo sobre o perfil gonçalense, ganham espaço a situação financeira do município e a questão do lixo, mas o destaque vai para a saúde e para a educação, área fundamental no desenvolvimento de qualquer cidade. A análise realiza o feito de incluir São Gonçalo no cenário mundial, ao comparar a realidade municipal com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas.

E só na página 13 (não deve ser coincidência), quase na metade do documento, as promessas começam. Não de forma aleatória, atirando pra todos os lados, são propostas dentro do contexto local, agrupadas em programas, explicadas com argumentos e especificadas com metas. Há garantias de que são viáveis? Não. Os alunos cadeirantes, por exemplo, precisam ter uma ideia aproximada de quando as escolas deles estarão adaptadas. Dimas diz somente que vai investir na “adequação arquitetônica das unidades escolares”, sem mencionar o tipo de adequação ou quando estarão adaptadas.

As pessoas que sofrem de câncer também têm pressa e prometer a implantação de um hospital especializado sem estimar quando estaria pronto é algo próximo da maldade. Política pode ser um jogo de fé, já gestão séria não pode abrir mão da solidez desde o princípio, a partir da proposta. Os candidatos a prefeito de São Gonçalo poderiam prometer menos, mas melhor, com mais segurança. Tanto que das 115 metas e propostas do programa, Dimas registrou em cartório o compromisso de cumprir 13 metas.

O lixo, que assusta quem passa pelas ruas de São Gonçalo pela primeira vez, volta a aparecer no programa, que propõe mudar a concepção dos munícipes sobre seu tratamento. Aliás, Dimas propõe mudar a percepção da população sobre São Gonçalo de maneira geral, inclusive em relação ao aspecto urbano, plantando árvores e reorganizando o tráfego.

São Gonçalo é tão carente de ideias quanto de ideais, o plano atende essa carência. Mas perde em inovação no quesito Turismo, Esporte e Lazer. Ele não cita pontos turísticos de importância histórica, onde milhares de gonçaleses nunca estiveram, como a Praia e a Capela da Luz. Como Dimas propõe parceria com os governos estadual e federal para a segurança pública, a recuperação do acesso a esses pontos e sua valorização deveria ser contemplada.

O programa de governo dedica um capítulo para o uso da Ciência e Tecnologia como aliadas da gestão pública, contudo, a associação entre a área e o desenvolvimento econômico foi bastante limitada. O uso da tecnologia como motor econômico cresce no Brasil inteiro, estimular a inovação, como o documento propõe, não é suficiente. Sem polos de ensino avançado de tecnologia e grupos de desenvolvimento de sistemas (não apenas para o governo, mas para o mercado) São Gonçalo não conseguirá explorar o setor e recolher impostos.

Se Dimas não tivesse publicado seu programa de governo no Facebook, o eleitor não teria acesso às suas ideias, visto que o site de divulgação de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral não disponibilizou o documento. No entanto, um plano de governo é importante demais pra ser guardado em 28 imagens soltas em uma rede social. Para lê-lo, o eleitor precisa se esforçar, encontrar a postagem e depois salvar cada uma das imagens. Um plano de governo merece até um site só pra ele, onde o eleitor possa baixar o documento inteiro com um clique ou usar a barra de rolagem pra ler. Faltou cuidado ao disponibilizar o programa, mas não na sua preparação, que traz o mínimo de respeito que São Gonçalo merece.

Nota de repúdio e esclarecimento – por Telson Pires (equipe Dejorge Patrício)

Dejorge trocou plano de governo por lista de desejos

Por  Telson  Pires*  (coordenou   o  corpo   técnico   responsável    pela elaboração  do  Plano   de Governo do candidato Dejorge Patrício)

Contra o texto do Sr. MARIO LIMA JÚNIOR, publicado com o intuito de denegrir a imagem e criar fake news contra o candidato DEJORGE PATRÍCIO. 

O autor do texto tendencioso fez referência à legislação eleitoral para criar desinformação e gerar descrédito, no entanto, não observou o Código Penal, especificamente os crimes contra a honra, para compreender a gravidade das afirmações aduzidas, nem a própria legislação citada, que coíbe esse tipo de conduta.

O Sr. MARIO LIMA JÚNIOR afirmou que o Plano de Governo do candidato foi elaborado de forma irresponsável e que foi apresentada à população uma “lista de desejos”. Se o intuito fosse informar com responsabilidade, deveria ter verificado, de forma comparativa, os planos de governo dos principais candidatos nas capitais, como o do EDUARDO PAES, por exemplo, na Cidade do Rio de Janeiro (primeiro colocado nas pesquisas de intensão de voto). Dessa análise resultaria a certeza de que o PG do candidato DEJORGE PATRÍCIO é sério, responsável e factível.

Plano de governo, segundo a Lei 9.504/1997, é uma exigência para a validade da candidatura aos cargos do Executivo, dos entes federativos municipais, estaduais e federal. Deve o candidato apresentá-lo no Cartório Eleitoral no ato de registro da candidatura.

O PG de DEJORGE PATRÍCIO foi aceito pelo TRE, que validou sua candidatura, não tendo qualquer fundamento a afirmação segundo a qual o candidato se valeu de lacuna de lei. Guardo íntima certeza de que o autor da desinformação terá a oportunidade de se manifestar em juízo sobre suas afirmações tendenciosas e eleitoreiras.

A ausência de conhecimento técnico do Sr. MARIO LIMA JÚNIOR é nítida quando deixa subentendido que um PG deve conter prazos de realização e conclusão de ações, além de orçamento especificado. Cumpre deixar claro que prazos e orçamento para realizar metas de governo dependem de diversos fatores, como, por exemplo, conhecer as contas da Prefeitura, ver como ficará a arrecadação fiscal do Município durante a pandemia e depois dela, verificar a situação do quadro administrativo, dentre outros. Iludir a população prometendo prazos diante da imensa incerteza financeira e operacional seria, isto sim, uma enorme irresponsabilidade.

Apresentar diagnóstico situacional do município com gráficos, desenhos e dados estatísticos não é uma exigência da lei. Espera-se que um bom plano de governo ouça o clamor das ruas. Neste sentido foram realizadas reuniões, conduzidas pelo candidato, para se compreender as dificuldades do Município em suas minudências. 

Causa estranheza e perplexidade que o autor do texto tendencioso não tenha considerado em sua “análise” outros planos de governo, de candidatos que concorrem no mesmo pleito. Este fato deveria ser questionado no campo judicial.

Por fim, cabe aduzir que cada proposição do PG do candidato guarda pertinência com um problema da Cidade, tendo sido o texto redigido de forma simples para permitir a fácil leitura e compreensão do eleitorado. Caberá ao povo de São Gonçalo decidir nas urnas se o Plano de Governo é ou não adequado ao Município, e se o candidato DEJORGE PATRÍCIO e sua equipe técnica estão à altura do desafio de dar vida nova à Cidade.

*Cientista político, advogado, assessor jurídico parlamentar, mestre em Direito, membro do Instituto Iberoamericano de Direito Público, doutor honoris causa pela Academia Nacional de Juristas, diretor de desenvolvimento institucional na Universidade Santa Úrsula, professor universitário e educador há mais de 20 anos, tendo sido pró-reitor de importantes universidades brasileiras.

Dejorge confundiu plano de governo com lista de desejos

Dejorge trocou plano de governo por lista de desejos

Dejorge Patrício deveria ter apresentado uma proposta de governo ao Tribunal Superior Eleitoral para validar sua candidatura à Prefeitura de São Gonçalo. No lugar da proposta, enviou um documento com 181 itens que deseja realizar. Todos listados de forma resumida, sem prazo de conclusão, estratégia de realização ou orçamento especificado. Ao invés de defender uma abordagem fundamentada para a questão gonçalense, Dejorge escolheu iludir o eleitor com um governo perfeito.

A Lei Nº 9.504 (que estabelece normas para as eleições) é bastante clara, ao contrário dos candidatos que preferem explorar as brechas da legislação. O pedido de registro de candidatura a Prefeito deve incluir as “propostas defendidas pelo candidato”, diz a lei. Ao citar no documento que pretende apoiar a economia solidária, por exemplo, Dejorge não defendeu nada porque não expôs argumentos. Por que essa é uma boa proposta? Qual é o cenário atual da economia solidária em São Gonçalo? Que tipo de apoio seu governo fornecerá, quem será apoiado e quando? Cada item listado por Dejorge gera as mesmas perguntas básicas. Alguém que traz apenas dúvidas e nenhuma resposta pode ser um bom professor de filosofia, mas não prefeito da segunda maior população do estado do Rio de Janeiro.

O curioso é que a introdução do documento, que Dejorge Patrício chama oficialmente de plano de governo, afirma que “com um planejamento sério e uma gestão profissional, ética e eficiente, (São Gonçalo) deixará de retroceder, tomando rumo compatível com a vontade da população, que anseia por dias melhores e mais felizes”. Além da introdução, um dos itens desejados por Dejorge é “Planejar São Gonçalo de forma integrada, descentralizada e participativa por meio do diálogo efetivo com a população”. Ou seja, o candidato não ignora a importância do planejamento.

Contudo, ao deixar claro que pretende planejar São Gonçalo, o candidato assume que ainda não planejou nada. Quem não planeja como vai governar, brinca com a vida dos gonçalenses e flerta com o desastre. Se fosse eleito, provavelmente logo reclamaria dos problemas deixados por Nanci e terminaria o cargo sem realização alguma, como os prefeitos das últimas décadas.

Em outro item, o documento propõe “Repensar a mobilidade urbana do Município para realinhar a arquitetura de fluxos em função dos dados de pesquisa de origem e destino e análise de contagem de tráfego (inteligência de trânsito)”. Ao citar a palavra dados, é o mais próximo que Dejorge chega de uma ideia madura, visto que dado algum aparece na proposta.

Por preguiça, Dejorge não mostrou nenhuma estatística sobre os problemas que afetam São Gonçalo. Ele não se deu ao pequeno trabalho de visitar o site do IBGE. Não é essa política superficial que o povo merece e espera, um plano de governo não pode ser vago. Ele deve conter tarefas e prazos de conclusão. Cada tarefa, devidamente esclarecida, precisa de um objetivo comum: o desenvolvimento econômico e social gonçalense. Como diz o ditado, de boas intenções o inferno está cheio.