Tentativa frustrada de parceria com a Prefeitura

Na tentativa de transformar São Gonçalo em uma cidade melhor, em outubro de 2013 (portanto há mais de um ano) enviei a mensagem abaixo à Prefeitura:

Olá! Gostaria de sugerir a criação de um sistema único para solicitação de serviços e informações, nos moldes do Portal 1746, da Prefeitura do Rio.

Um sistema unificado pode simplificar o gerenciamento das solicitações e agilizar o atendimento, entre outras vantagens.

Moro em São Gonçalo há 24 anos, sou profissional da área de Tecnologia da Informação e pós-graduado em Sistemas de Apoio à Decisão. Estou interessado em participar deste projeto como voluntário, sem cobrar pela mão de obra, a fim de contribuir para o desenvolvimento da cidade.

Estou à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas ou discutir soluções para outros problemas enfrentados.

No site da Prefeitura encontramos diferentes pontos para registro de ocorrências, tornando o serviço confuso e desestimulante, por isso sugeri a criação de um sistema único, que realmente interaja com o cidadão, estabeleça tempo de resposta e sirva como fonte de informação para resolver os problemas reportados.

Demonstrando respeito por minha vontade de ajudar, após dois ou três dias recebi uma ligação da Subsecretaria de Informática, subordinada a Secretaria Municipal de Fazenda. Em mais de 30 minutos de boa conversa, o servidor reconheceu as necessidades que levantei e se mostrou interessado no projeto, mas deixou claro que a prioridade do seu setor, na época, era agilizar a emissão dos carnês de IPTU. Prioridade que estava alinhada com o planejamento do governo municipal e ele deveria cumprir, assim combinamos retomar o assunto no início de 2014, quando a agenda da Subsecretaria permitiria a análise do projeto. Já estamos em novembro e até agora a nova conversa não aconteceu. A Subsecretaria de Informática provavelmente está empenhada na emissão dos carnês de IPTU para 2015.

Por que São Gonçalo não quis adotar um sistema implantado em cidades como Nova York e Rio de Janeiro, sem pagar pela mão de obra e custo de manutenção mensal inferior a R$ 50,00 mensais? Porque seria um instrumento de cidadania que exibiria facilmente os problemas que assolam a cidade e isto assusta governos ignorantes; secretarias que hoje pouco produzem seriam pressionadas a mostrar bons resultados. Atendimento eficiente resulta em satisfação do eleitor, mas não é pela eficiência que o poder público gonçalense pretende se manter.

Falhei ao tentar construir algo em parceria com o governo, contudo, a cidade ainda precisa de iniciativas individuais, minhas e suas, que tenham como objetivo o bem-estar comum.

Publicado por Mário Lima Jr.

Gonçalense, escrevo sobre política e sociedade em defesa da essência humana.

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1 comentário

  1. Isso só confirma a falta de empatia do governo conosco. Essa sua experiência não me traz surpresa, mas me traz uma incógnita: “a culpa é só dos políticos?”.
    Quem está trabalhando na prefeitura faz alguma coisa para isso mudar?
    O servidor público está realmente interessado em fazer juz ao seu título e nos “servir”?
    Não tenho dúvidas que o político que ocupa um cargo na prefeitura tem sua parcela de culpa, onde pode ser o influenciador, até mesmo exigindo determinadas atitudes que vão contra aos interesses públicos. Mas se trabalhássemos na prefeitura, em uma secretaria, será que agiríamos diferente?

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