São Gonçalo precisa de um líder

A história do município de São Gonçalo é marcada por governantes oportunistas, incapazes de conduzir, adequadamente, um dos maiores produtores agrícolas e industriais do Brasil no passado. Hoje, para retomar o crescimento e finalmente transformá-lo em bem-estar popular, a cidade precisa de um líder honesto, dedicado, e de menos políticos safados.

Muitos dizem que o povo gonçalense merece o governo que escolheu. Os cidadãos que moram nos inúmeros bairros sem saneamento básico, iluminação pública e asfalto, ou que vivem em áreas de risco, tomadas pela violência, definitivamente, não merecem este sofrimento. Socialmente marginalizados, como os camelôs que ganham a vida nos sinais de trânsito, esperar que eles conheçam as máximas de Platão e, de repente, participem ativamente da política municipal é um equívoco.

A ascensão social desses trabalhadores, e de toda a cidade de São Gonçalo, depende de um líder tão especial quanto Nelson Mandela, na África do Sul, ou Mahatma Gandhi, na Índia. Em 124 anos de emancipação política, jamais tivemos alguém assim na Prefeitura, nem na Câmara, disposto a doar a vida pela causa, não dormir, trocar o lazer dos fins de semana pelo expediente. A situação local é grave o suficiente: sem aulas, nossas crianças perambulam nas ruas, 34% dos adultos não trabalham e a população sobrevive em média com menos de um salário mínimo por mês (Atlas Brasil 2013).

Temos um povo criativo, forte, acostumado às adversidades, pronto para colocar São Gonçalo entre os melhores municípios do país para viver. Isto é parte do necessário para a mudança, falta um gonçalense de boa vontade que inspire as pessoas, acredite nelas. Este gonçalense existe, anda agora nas ruas esburacadas de Monjolos ou na imensa confusão do Jardim Catarina; talvez seja você, mas não sabe como iniciar a transformação. Circule pela cidade, conheça os moradores, encontre seu papel no contexto político atual. Surpreendentemente, há gonçalenses que nunca visitaram a praça Zé Garoto ou que não sabem o nome do prefeito. São patrões que não fiscalizam seu principal funcionário.

Uma cidade de 1 milhão de habitantes é totalmente capaz de gerar representantes dignos para substituir os atuais.

Publicado por Mário Lima Jr.

Gonçalense, escrevo sobre política e sociedade em defesa da essência humana.

Deixe um comentário

Deixe uma resposta