Neilton Mulim desprezou a população de São Gonçalo durante os quatro anos em que esteve no poder. Ele sumia por semanas e de repente, como se nada tivesse acontecido, reaparecia em público. Não conseguia entender o que impedia o ex-prefeito de, pelo menos, demonstrar algum respeito por seus eleitores. Mês passado, quando foi preso por suspeita de fraude de R$ 40 milhões na iluminação pública do município, tudo ficou claro: Neilton é um ladrão esnobe.

Ele é acusado de fazer parte de uma quadrilha, formada por mais 10 pessoas, que desviava dinheiro público através de um contrato superfaturado com a empresa Compilar, que basicamente não prestava os serviços adquiridos de iluminação pública. Uma mala com R$ 250 mil foi encontrada na casa do ex-prefeito, em Maricá (G1). A Operação Apagão, do Ministério Público, também descobriu depósitos de dezenas de milhares de reais da Compilar para a conta dos envolvidos no esquema, além de documentos e grande quantidade de dinheiro e joias na casa deles.

Um governo pode influenciar a população. Honesto e produtivo, a fé em dias melhores se renova. Ausente e corrupto, como o Governo Mulim, as pessoas se sentem desamparadas e infelizes. Os gonçalenses acreditam cada vez menos no município desde que o ex-prefeito começou seu mandato, em 2013.

O Governo Mulim desperdiçou quatro anos da história municipal. Roubou o futuro dos alunos da rede pública, usados para enriquecimento ilícito e imoral através de desvios de verbas da merenda escolar e comprando, sem licitação, maletas de livros que não foram lidos.

O povo de São Gonçalo se sente inferior. Não crê em uma cidade mais limpa, organizada, desenvolvida, saudável. Deixando a cidade às escuras, entregue à proliferação do lixo e da lama, Mulim disseminou o caos e a ignorância dos tempos medievais.

Embaixo dos viadutos ou nas calçadas, o camelô não sabe a causa da própria pobreza, nem conhece a história da cidade. Mulim tirou a chance de outro prefeito criar as condições econômicas necessárias para o desenvolvimento dos pequenos negócios e desse camelô. Com sua gangue responde por organização criminosa, fraudes à licitação e despesa não autorizada por lei, como prevê a lei de responsabilidade fiscal.

Um boato antigo sobre Mulim, que agora vale a pena publicar porque faz parte das investigações da Operação Apagão, diz que a linda casa no condomínio Bosque de Itapeba, valendo R$ 1 milhão, de frente para a Lagoa de Maricá, foi comprada à vista, com outra mala cheia de dinheiro. Dinheiro e esperança do povo de São Gonçalo.

Publicado por Mário Lima Jr.

Gonçalense, escrevo sobre política e sociedade em defesa da essência humana.

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