José Luiz Nanci, oficialmente prefeito de São Gonçalo, está sempre ausente, mesmo sentado na cadeira branca dentro do seu gabinete. Ele não demonstra vontade de resgatar e preservar aquilo que é caro ao povo gonçalense, como seu passado histórico e cultural e as manifestações artísticas da juventude. A cidade que temos hoje é apática e com cara de espanto, a imagem cotidiana de Nanci.

Aliás, as características psicológicas e comportamentais de cada prefeito que recebe o poder são disseminadas rapidamente no ar e no solo de São Gonçalo, cidade onde a exploração política encontra território fértil. Resguardadas as suas particularidades, os últimos prefeitos tiveram em comum o absoluto desprezo pelo município, por isso ele continua com os mesmos problemas.

Quando se trata de beneficiar São Gonçalo, Nanci é um corpo político vazio. Omisso ao ponto de ignorar a enorme Fazenda Colubandê, patrimônio nacional de 400 anos. Indiferente por não apoiar a 7ª edição do Festival da Cultura Urbana, que aconteceu no último fim de semana na Praça Chico Mendes. Os grafiteiros passaram o dia esperando as latas de tinta prometidas através da Secretaria de Meio Ambiente e nada receberam.

O prefeito é capaz de assumir outra forma prejudicial, um buraco negro que retém parentes mamando nas tetas do serviço público enquanto a cidade definha e morre. Caminhar pelos bairros mais isolados traz apenas tristeza. As crianças estão largadas de novo, perambulando pelas ruas a qualquer hora do dia e pedindo esmola nos estacionamentos, principalmente no período de greve escolar. Os jovens, reféns da violência e das drogas, ensinam aos mais novos o futuro que os espera. Garotos de 12 e 13 anos já trabalham como soldados nos inúmeros domínios do tráfico espalhados nas comunidades.

Não temos propósito social, projeto, esperança. Brevemente a pasta da Educação foi um farol que se esforçou para sonhar e apontar um caminho. Tudo acabou desde a saída de Diego São Paio. A pasta do Desenvolvimento Social, antes solidária, humana e presente, reduziu o ritmo das suas atividades desde que Marlos Costa começou a planejar sua candidatura a deputado estadual.

São Gonçalo sofre e espera uma solução que não sabe qual é e nem como será conquistada. A maior preocupação de José Luiz Nanci desde o início do seu governo, entretanto, foi ter virado tema de bloco de Carnaval. De acordo com o prefeito, ele não é mandado pela esposa, como cantava a marchinha, ele é mandado pela sua “família”. Nanci não admite que isso seja confundido.

Publicado por Mário Lima Jr.

Gonçalense, escrevo sobre política e sociedade em defesa da essência humana.

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