Nascemos iguais, nus e ensanguentados. Porque pertencemos à mesma espécie animal, no futuro as pessoas não aceitarão que alguém sofra em condições inferiores de existência, sustentadas por relações amplas de exploração econômica.

A pobreza, que fere a dignidade humana desde o nascimento, deixará de existir. Cada recém-nascido terá acesso a conforto, alimentação e às melhores medidas de prevenção contra doenças disponíveis no mundo. Ao lado do berço dos bebês de qualquer continente, até na África injustiçada, veremos a babá eletrônica mais moderna já fabricada. Equidade garantida pelo esforço do indivíduo e da sociedade universal.

No futuro, ao ver um morador de rua com frio e faminto, toda pessoa mentalmente sã se revoltará e prestará ajuda. O indigente receberá banho, comida, roupas limpas e abrigo. Países apoiarão o desenvolvimento das nações sem a intenção de transformá-las em mercados consumidores. Os grandes donos de terra da atualidade, latifundiários, não concordarão que seres humanos vivam amontoados nas favelas insalubres, em barracos sem saneamento básico. Novos centros urbanos vão se formar, sustentáveis, menos populosos, distribuídos.

A formação humana terá importância superior à formação profissional. O tempo de contribuição determinará as faixas salariais nas organizações, obrigatoriamente alinhadas com o propósito dos colaboradores. O trabalho servirá ao indivíduo e seu produto não será revendido a um valor diferente do seu custo. Ninguém receberá menos do que aquilo que produzir. Os meios de produção pertencerão exclusivamente ao benefício comum e igualitário.

Grave ofensa à vida no planeta Terra. Assim será encarada a pobreza, invenção recente se comparada à história de 200 mil anos do homo sapiens. Marcará o Terceiro Milênio um retorno às necessidades básicas da espécie, entre elas a integração social legítima, fora da Internet.

A mudança não será causada por movimento religioso nem filantrópico. O sucesso de um modelo econômico não vai salvar a espécie humana. O fim da pobreza não será através da luta de classes, mas da união de todas e restabelecimento de uma classe única, baseada no respeito mútuo. Cada pessoa, no seu tempo, vai acordar de manhã e descobrir que subestimava a capacidade humana de promover justiça social, por culpa das mentiras que ouvia.

Os animais compartilham igualdade, deixaremos de cultivar abismos entre nós. No momento 1% da população mundial concentra 50,8% da riqueza produzida no planeta (Credit Suisse). Amanhã o rico terá vergonha da riqueza e o pobre saberá que não está condenado para sempre ao sofrimento.

Publicado por Mário Lima Jr.

Gonçalense, escrevo sobre política e sociedade em defesa da essência humana.

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