“São Gonçalo” – Texto de um aluno da rede municipal

Encontrei em São Gonçalo um lugar melhor pra viver

Município onde todos se conhecem, muitas amizades e paz. Às vezes tem alguns confrontos e protestos, mas São Gonçalo continua a mesma de quando eu era pequeno (aliás, eu sou pequeno, né?!). Nós costumávamos jogar bola. O troféu era refri! Nós xingávamos quando os carros passavam, o gol era marcado com chinelo, nosso campo era a rua e as brigas, mas que, no final, voltavam a serem amigos. Esse era tempo bom! Então, São Gonçalo não é tão ruim assim. Tirando as brigas e os confrontos, não é tão ruim. São Gonçalo é terra boa e eu tenho orgulho da minha infância ter sido aqui…

Gradim, o bairro que eu nasci e cresci. Muito bom! Aprendi muita coisa aqui… Aqui eu cai, levantei, chorei, sorri e ainda estou de pé, porque o bairro do Gradim é o bairro onde nasci. Aqui vi muitas coisas estranhas, normais, simpáticas, abusadas… e, mesmo assim, ainda amo e conheço aqui como a palma da minha mão.

Obrigado, Gradim por me fazer rir e chorar! Obrigado por tudo São Gonçalo!

Ainda falta transparência à Câmara

Ainda falta transparência à Câmara

Com sorrisos de orgulho do Presidente da Casa, Diney Marins, e do Diretor Geral de Administração, Marco Rodrigues, no fim de setembro a Câmara de Vereadores de São Gonçalo anunciou a aprovação do seu Portal da Transparência pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Dentro do âmbito institucional a comemoração é legítima, houve avanço na gestão dos dados sobre o dia a dia legislativo, tão importante para a qualidade de vida da população. Sob o ponto de vista do cidadão gonçalense, mais prático e urgente do que os interesses políticos dos administradores públicos, por enquanto não há sorrisos. A desinformação e a obscuridade continuam dominando os olhares das pessoas que circulam nas ruas da cidade, inclusive nos arredores da Câmara Municipal.

São necessários 22 cliques com o mouse e o teclado para descobrir – através do portal que deveria promover transparência e faz parte do site da Câmara – que o maior pagamento em outubro desse ano realizado pelo Poder Legislativo foi para a empresa Tihelen Locadora de Veículos LTDA-ME, no valor de R$ 114.740,55. No mesmo mês ao todo foram gastos R$ 779.195,41.

Verificar quanto uma empresa recebeu da Câmara em cada um dos últimos doze meses exigiria a quantidade inaceitável de 264 interações com o sistema e um esforço adicional de, no mímino, trinta minutos para consolidação dos dados, caso você tenha intimidade com programas como o Microsoft Excel (habilidade que não faz parte do perfil dos profissionais vendendo balas e produtos falsificados nas ruas).

Nenhum esforço seria necessário se a Câmara decidisse realmente ser transparente em prol do gonçalense, ao invés de apenas cumprir, minimamente, uma determinação do Ministério Público, sob pena de violação dos princípios básicos da Administração Pública. Há pelo menos uma dezena de tecnologias completamente gratuitas que poderiam ser implantadas para visualização de dados agrupados em gráficos, inclusive sem custo de hospedagem das ferramentas em servidores na Internet.

Embora arcaico, o Portal da Transparência permite que verdadeiros tesouros sejam encontrados. Por exemplo, em 2019 foram empenhados R$ 67.259,00 para a empresa Nina Gourmet Buffet E Eventos (60% do montante já foram pagos). Pelas medalhas, muitas delas entregues a puxa-sacos que jamais fizeram algo valioso para São Gonçalo, a Câmara licitou R$ 4.250,00 (quatro mil, duzentos e cinquenta). Para servir coquetéis, R$ 20.000,00 (vinte mil). As flores para decoração da casa legislativa custaram mais R$ 650,00 (seiscentos e cinquenta).

Além da Nina, que ganhou uma bolada, só havia mais um participante na licitação para realização de eventos homologada dia 19/06/2019, a Gauche Promoções e Eventos Ltda. Sendo que o número mínimo de participantes em uma licitação a convite são 3 (três), conforme estabelecido pela Lei 8.666/1993.

A diferença entre o valor proposto pela Nina, vencedora do processo, e a Gauche, única concorrente “secreta”, são míseros R$ 102 (cento e dois reais), ou 0,1% do total. As empresas sabiam quanto a outra cobraria por cada serviço, até pelo garrafão de água mineral, e apresentaram o mesmo preço ou diferenças pequenas, entre três e dez reais.

Ainda falta transparência à Câmara, um sistema de informações onde não seja tão demorado identificar fraudes e crimes. Um mecanismo que facilite a verificação do volume de trabalho dos vereadores, com um painel que exiba a quantidade de projetos de lei por estágio de elaboração e por parlamentar. As sessões plenárias, aliás, entraram em recesso no dia 15 de dezembro e voltam a funcionar no dia 18 de fevereiro de 2020.

O PDT acha o gonçalense idiota

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) espera que o gonçalense vote como um idiota ano que vem.

Aparecida Panisset tratou o patrimônio público municipal sem respeito algum, como se fosse o quintal sujo e corrupto de um templo dedicado à adoração de Satã.

O dinheiro suado do povo foi entregue de mão beijada para instituições religiosas, entre elas o Templo Pentecostal Casa do Saber. De acordo com a Justiça, a Casa da Putaria enriqueceu com as verbas desviadas do gonçalense e Panisset não comprovou a prestação de serviços. Por esse crime, foi condenada e punida.

Vendida para empresários, a Praça Carlos Gianelli, em Alcântara, não existe mais. Humilhado, o povo senta no beiral do canteiro do Pátio Alcântara pra respirar um pouco nesse calor. A qualquer momento o shopping pode resolver que ninguém mais vai sentar ali pra descansar e expulsar as senhoras que vêm do Jardim Catarina a pé pra fazer compras. É vergonhoso depender da boa vontade de um shopping, logo no bairro de maior potência comercial da cidade.

A maior parte da Praça Chico Mendes continua destruída, desde que Panisset, tomada pelo ódio contra a juventude que ocupava o espaço e pelo fanatismo religioso (que adora um desvio de verbas), destruiu as três quadras poliesportivas da praça. Famílias inteiras se divertiam lá nos fins de semana e no lugar das quadras Panisset plantou uma cacetada de barras e bolas de ferro. Os ferros foram retirados e a destruição continua lá, na praça morta.

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) esteve ao lado de Panisset de agosto de 2007 até o fim do seu segundo mandato, em 2012. Todas as consequências dos crimes e arbitrariedades de Aparecida Panisset continuam sobre o solo gonçalense, expostas ao ar livre, pra quem quiser ver. O PDT não fez nada para impedir esses crimes ou para corrigir os erros dos quais foi cúmplice. E agora fala em pré-candidatura, o partido quer mandar na Prefeitura de São Gonçalo de novo.

Não antes de construir, com verbas do partido e dinheiro de Panisset, a praça que Alcântara merece. Não antes de construir as quadras poliesportivas e as pistas de skate tomadas da juventude. Não antes de pedir perdão. Nem se o candidato fosse Brizola.