Outra tragédia colocou São Gonçalo em destaque na imprensa nacional: a cidade foi destruída pelo temporal que caiu quarta-feira (23/03). A população culpa o governo municipal, e protestou em diversos bairros interditando vias importantes com colchões, móveis e roupas perdidos no alagamento. O governo municipal joga a culpa no Estado do Rio de Janeiro, pela falta de cuidado com os rios, e nos moradores pelo lixo jogado nas ruas. Por que, afinal, alaga quando chove?

  1. O governo municipal, liderado pelo prefeito Neilton Mulim, não assumiu suas responsabilidades com determinação e inteligência quando foi eleito.
  2. 65% dos domicílios gonçalenses se localizam em ruas sem bueiros, segundo o IBGE.
  3. A Prefeitura oficialmente permite que empresas joguem lixo nas ruas. Lixo que entope os poucos bueiros que existem e os diversos rios da cidade.
  4. A Prefeitura não coleta regularmente o lixo domiciliar, principalmente nas regiões mais pobres cortadas por rios e valões.
  5. A Prefeitura não orienta nem aos próprios funcionários a não jogar o copinho de café no chão.
  6. O governo Mulim não cumpre qualquer planejamento de obras de saneamento dos bairros mais afetados.
  7. O prefeito é intelectualmente inferior a qualquer apresentador de TV de quinta categoria quando o assunto discutido são medidas preventivas contra alagamentos.
  8. São Gonçalo não está preparada para as variações climáticas da atualidade, intensas, pois não tem um governo que pense intensamente.
  9. O governo municipal escolheu não compreender a complexidade da cidade que administra.
  10. Não serve para ser prefeito alguém que diz que é proibido de desentupir os rios do município sob sua gestão, aceita tal imposição e não consegue encaixar politicamente a segunda maior cidade do Estado (em número de habitantes) entre as prioridades do Rio de Janeiro.
  11. Quando uma população pobre ocupa desordenadamente um território abandonado pelo poder público, resulta em tragédia.

Um bom governo não coloca a culpa de calamidades atuais no passado. Suas ações falam por ele quando questionado pela imprensa, ele não gagueja. As obras lentas e descontroladas do projeto Rua Nova, nos bairros Raul Veiga e Vila Três, foram prejudicadas consideravelmente, pela quarta vez seguida, por causa das chuvas. A burrice impede a Prefeitura de mudar a estratégia de execução das obras. A burrice administra São Gonçalo, a cidade que se recupera sempre.

Publicado por Mário Lima Jr.

Gonçalense, escrevo sobre política e sociedade em defesa da essência humana.

Participe da discussão

2 comentários

  1. Prezado Mario, parabéns pelo artigo, porém, além de toda ineficácia citada por você pelos governantes, me pergunto se NÓS(eu, vc) povo que elegeu e colocou o prefeito lá, não têm uma parcela de culpa razoável nesse caos que a cidade vive, não fui criado em SG, moro nesta cidade a 03 anos, posso lhe dizer me assusta a passividade da população, em tudo, transporte, saneamento básico e lazer, trânsito, e o pior é que não estou falando de pessoas que não possuem nenhum grau de instrução, são cidadãos que conhecem outras culturas, com formação, formadores de opiniões, mas que no fundo a única coisa para eles é entrar nas suas casas ligar suas tvs c/ assinatura e esquecer do mundo aqui fora, e ficar nas redes sociais postando fotos das tragédias ja irremediáveis, quando na grande maioria das vezes elas poderiam ter sido evitadas se nós optássemos em abandonar nossos belos e confortáveis sofás e colocássemos esses vereadores e prefeito para correr, e mostrar para que quer seja que se entrar outro com a mesma intenção vai cair pela mão do povo.

  2. Saulo, muito obrigado por compartilhar sua opinião. Concordo que somos seres passivos, e um governo é nada mais do que a expressão da vontade de um povo. Quanto à culpa, no entanto, penso que ela é toda daqueles que prometeram livrar a cidade do caos e não cumpriram. Eles receberam para fazer o trabalho deles e não fizeram, disseram que era capazes de representar o povo e não representaram. A culpa é toda deles, não do povo.

Deixe um comentário

Deixe uma resposta