Renúncia ou morte

Quando governar se torna um sofrimento insuportável para o presidente e ao povo do país, consequência da extrema incompatibilidade entre ambos e o poder, geralmente a história termina em suicídio ou renúncia. Quanto a Dilma, sua incapacidade política e inaptidão para criar medidas concretas de desenvolvimento conduziram a Presidente e todos os brasileiros a um martírio profundo que precisa acabar agora. Que não seja com sua morte.

A crise nacional pode ser “tocada” nos 500 mil estudantes que receberam nota 0 (zero) na redação do Enem 2014 e na recessão econômica de quase 2% prevista para 2015 (Boletim Focus). Qualquer governo que apresente números como esses, principalmente aqueles cuja ideologia corrupta permanece há mais de 12 anos no poder, deve ser imediatamente expurgado. Democraticamente, claro: Dilma escolheu ser presidente, que decida entregar o cargo. Ficariam satisfeitos, livres da depressão, a própria Dilma e 71% dos brasileiros, que reprovam sua gestão.

Reeleito há menos de um ano, o governo Dilma Rousseff perdeu sua legitimidade ao sacanear o povo brasileiro. Sabemos hoje que ela permitiu o sucateamento da Petrobras e seu uso para enriquecimento ilícito, mascarou números da economia para se reeleger e mentiu na campanha eleitoral sobre seu planejamento, adotando, após a eleição, medidas econômicas que enfaticamente combateu.

Desmascarada, para piorar sua rejeição, a Presidente é presunçosa. A sociedade e a oposição reagem à superioridade fingida de Dilma se fechando, se armando para a luta política infrutífera. E um líder sem humildade é ignorado por seus subordinados, abandonado para gritar sozinho. Como ninguém governa isolado, o país segue condenado à recessão.

A prepotência da Presidente impede um ato político fundamental, o diálogo, que permite o enriquecimento de ideias, a validação de métodos, o equilíbrio da balança. Rejeitada, a oposição burra deseja o caos de vez, a tragédia, a explosão da balança em vez de equilibrá-la.

Dilma se aproximou logo do presidente do Senado, Renan Calheiros, cuja falta de idoneidade já foi denunciada inúmeras vezes pela Procuradoria-Geral da República. Esta tentativa desesperada de recuperar a estabilidade política e continuar seu péssimo governo não salvará o Brasil. Não foi um ato de nobreza, ela preferiu os maus políticos aos bons, ignorou a terceira via, aqueles que realmente estão interessados em resgatar o país.

O Brasil afunda na incapacidade política generalizada junto com a Presidente. Sua permanência no poder já causou danos demais às nossas vidas.

Publicado por Mário Lima Jr.

Gonçalense, escrevo sobre política e sociedade em defesa da essência humana.