Neilton Mulim, prefeito de São Gonçalo, se candidatou à reeleição. Nas fotos da campanha, iniciada dia 16, ele sorri de forma cínica, doentia, como alguém que não dá importância ao prejuízo que ele mesmo causou à cidade. É a pior das loucuras, puro sadismo.

Para entender a candidatura de Mulim é preciso recorrer à Psicologia. Ele não tem nada para oferecer à São Gonçalo, financeiramente quebrada por seu governo e permanentemente suja, e ainda propõe como vice-prefeita um ser inerte, que não pisca, quase uma múmia egípcia.

A biografia de Mulim descarta a loucura vulgar, inconsequente. Ex-vereador gonçalense, duas vezes deputado federal, o prefeito premeditou cada passo de sua vida, inclusive a fábula da passagem a R$ 1,50 que rendeu seu mandato atual. Tudo leva a crer que São Gonçalo está nas mãos de um sádico que sente prazer ao provocar e assistir ao sofrimento do povo.

Quando centenas foram desabrigados pelas chuvas de março, e uma pessoa morreu, Mulim manteve a frieza. Na entrevista ao Balanço Geral da TV Record, raro pronunciamento público do prefeito “sumido”, ele não tinha tristeza ou comoção na voz. Surpreendentemente seu fracasso em impedir tragédias que se repetem anualmente não o deprimiu, como se não tivesse qualquer responsabilidade.

Pressionado pelo apresentador do programa, a preocupação era “tirar o seu da reta”, proteger a imagem política. Nenhuma palavra de compaixão ou atitude sincera que amenizasse a dor das pessoas que perderam todos os seus bens.

Com Neilton Mulim no poder, São Gonçalo nunca teve um prefeito de verdade. Alguém que a colocasse na posição que merece no cenário político nacional. A Linha 3 do metrô foi descartada na cara de pau e uma barricada gigantesca dividiu a cidade em duas. Saiu de graça, ficou por isso mesmo, ninguém grita. Representar 1 milhão de pessoas vivendo uma crise generalizada despertaria uma pessoa normal para o cumprimento do dever.

Neilton não está cansado, ele quer mais, foi agradável para ele até agora. Parece que acabou de chegar de férias da Europa. Cada servidor público municipal não aguenta mais sofrer em suas mãos, do guarda municipal ao professor. As condições de trabalho e o salário são indignos, beiram a tortura.

Seu governo polui o município como ninguém. Tem o hábito de pendurar faixas irregulares nos postes de luz, estendidas de um lado a outro da rua, para se promover. Depois deixa a faixa por meses no mesmo lugar. Que gestão medíocre, meu Deus, que falta de zelo e orgulho. Vem de lá, da Prefeitura, toda pobreza de espírito e mesquinharia que respiramos.

A tentativa de reeleição de Mulim visa conduzir esta cidade incipiente de 125 anos ao último inferno, onde São Gonçalo será algemada ao pé da cama e espancada a noite toda.

Publicado por Mário Lima Jr.

Gonçalense, escrevo sobre política e sociedade em defesa da essência humana.

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