Vinte e sete parlamentares ocupam a Câmara de Vereadores de São Gonçalo. Menos de dez apresentam uma atuação eficiente em defesa dos interesses da população (O São Gonçalo). Sandro Almeida está entre eles. Ironicamente e para tristeza política da cidade, Sandro faz parte de um grupo ainda menor: de vereadores que tiveram a cassação do mandato determinada pela Justiça Eleitoral.

A primeira parlamentar cassada na atual legislatura foi Iza Deolinda, cujo mandato foi extinto e depois reintegrado. Almeida aguarda o desenrolar do seu processo iniciado em dezembro, como bem explica este artigo do Jornal Daki.

O vereador criou projetos de lei para redução do tempo de atendimento em hospitais, instalação de portões ou cancelas em ruas sem saída com o intuito de reduzir a vulnerabilidade dos moradores, enviou mensagens para criação de ciclovias, instalação de redes wi-fi gratuitas e outras iniciativas. Nada que atinja as raízes do sofrimento do gonçalense comum, mas são propostas que demonstram preocupação social.

Além dos projetos de lei, Sandro se envolve em causas de importância atual, algo que torna seu perfil especial diante do baixo nível combativo dos seus colegas parlamentares. Ele levantou bandeira contra o aumento abusivo na taxa de coleta de lixo, contra a escalada da violência municipal e denuncia incansavelmente os familiares do prefeito Nanci que mamam nas tetas do Governo e sugam o dinheiro pago pelo contribuinte. Há votações na Câmara, como a que autorizou o aumento na taxa de coleta, em que Sandro Almeida e no máximo um ou dois vereadores se posicionam do lado certo, o lado do povo gonçalense.

De acordo com a sentença assinada pelo juiz eleitoral Euclides de Lima Miranda, para se tornar vereador Almeida comprou votos nas eleições municipais de 2016 mediante oferecimento de eventos e obras de reforma em comunidades gonçalenses.

Em sua defesa, Almeida disse ao jornal O Fluminense que é vítima de uma vingança. Na nota de esclarecimento que publicou no Facebook, o vereador alega que “tudo será esclarecido”, como se a investigação realizada pelo Ministério Público Eleitoral estivesse corrompida por um mal-entendido, uma fofoca.

Sandro Almeida é o vereador municipal com maior alcance nas redes sociais, um trunfo político no mundo de hoje. Provando que são intermináveis as ironias na política gonçalense, a ação judicial usou publicações antigas de Almeida no Facebook, da época em que ele era secretário de Governo do ex-prefeito Neilton Mulim, para apurar a utilização da máquina pública a fim de promover sua candidatura. As publicações indicavam que cada obra do Governo, feita com dinheiro do povo, era na verdade uma realização pessoal de Almeida. Prática vergonhosa, comum no Brasil.

É normal e saudável ter ambição política. A ambição de Sandro Almeida é tão grande que nossos narizes percebem. Ele tem qualidades interessantes, faz um trabalho único de fiscalização do péssimo governo Nanci, mas, ainda cabendo recurso, foi considerado criminoso pela Justiça Eleitoral.

Publicado por Mário Lima Jr.

Gonçalense, escrevo sobre política e sociedade em defesa da essência humana.

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