Parte do eleitorado de São Gonçalo se decepcionou com a formação do 2º turno municipal. Cheguei ao desespero, não nego. Os candidatos que avançaram no pleito, Dr. José Luiz Nanci e Dejorge Patrício, claramente não sabem como tratar os problemas da cidade. Contagiado pela opinião singular dos apoiadores de Nanci e Dejorge, agora acredito que tudo vai ficar bem, não importa quem seja eleito.

O melhor a fazer diariamente até 30/10, quando finalmente conheceremos o novo prefeito, é parar de discutir política e distribuir abraços gratuitos na rua, prática iniciada na Austrália em 2004 e depois espalhada pelo mundo.

Chega de ódio, de dizer que o Ministério Público já abriu investigação contra Nanci por improbidade administrativa; vamos parar de compartilhar o vídeo do CQC em que o candidato, atual deputado estadual, não se lembra dos projetos que ele votou na semana anterior. Isto não prova nada, qualquer pessoa esqueceria aquelas baboseiras, dizem os 83 mil eleitores do candidato mais votado no 1º turno.

Se José Luiz Nanci recebe dois salários, de médico da rede pública e deputado, permitam que o homem receba uma nova remuneração como prefeito, afinal, ele nunca deixa um amigo na mão. Será que Nanci cobra juros quando empresta grana aos necessitados? Dificilmente: seu programa de governo o apresenta como um cara gente boa, não como um gestor minucioso.

São Gonçalo não vai emburrecer, como eu disse no artigo da semana passada, se Dejorge Patrício for eleito. Seus 82 mil eleitores me garantiram que ele vai montar uma equipe de governo inteligente porque ninguém governa sozinho. Honestidade vem de berço, alega o pensamento dejorgiano, não se aprende na escola, e honestidade é aquilo que a cidade mais precisa.

Tanto quanto Nanci, Dejorge Patrício é defendido como exemplo de caridade espetacular, que precisa ser lembrado e seguido nesse momento crítico da história da cidade, após anos de agonia com Mulim no poder. Há inúmeras histórias nas redes sociais de pessoas que conhecem pessoas que têm parentes que receberam ajuda de Dejorge. Se você precisar de socorro no meio da madrugada para ir ao hospital, ligue para Patrício porque a ajuda dele não falha.

Na entrevista que os candidatos deram ao Jornal Extra com soluções para os maiores desafios do município, o equilíbrio entre as ideias de Nanci e Dejorge foi surpreendente. Para o antigo problema do lixo nas ruas, disseram a mesma coisa: revisar o contrato de coleta e fiscalizar o serviço. Redução de resíduos, coleta seletiva e reciclagem? Nunca ouviram falar.

Não é preciso apresentar um programa de governo com propostas baseadas em cálculos estatísticos, estudos de viabilidade, sustentabilidade, mobilidade, experiência e gestão. Dejorge e Nanci são ótimas pessoas, vamos nos abraçar e tudo vai ficar bem.

Publicado por Mário Lima Jr.

Gonçalense, escrevo sobre política e sociedade em defesa da essência humana.

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