Por ter ido às ruas no dia 28/04 contra as criminosas reformas trabalhista e previdenciária. Por ir às ruas hoje, nesse 1º de maio, em busca de justiça social; viva o trabalhador brasileiro!

Que se dedica à labuta e tem seus direitos ameaçados deliberadamente por corruptos que servem aos interesses econômicos que sugam as riquezas do País.

Viva o empregado que faz dezenas de horas extras por mês, não raro sem ganhar um centavo a mais por engordar a conta bancária do patrão.

Parabéns ao especialista terceirizado, que comprovadamente ganha menos e trabalha mais que seus colegas contratados (Dieese).

Ao empregado que é coagido a vender suas férias anualmente sob ameaça de demissão.

Salve aqueles que suportam assédio moral, gritos do patrão seguidos por tapas na mesa e insinuações debochadas de incompetência.

Viva o funcionário que mora longe do local de trabalho.

Que cumpre expediente na rua, protestando e levantando bandeiras porque serão os primeiros a vislumbrar um país melhor. O alvo dos seus protestos não é o cidadão comum, mas mostrar o quanto a sanidade política e econômica que nos resta depende da força de trabalho dele.

Você terá que resistir por mais tempo por culpa do governo Temer e de seus comparsas no Congresso Nacional. Ao invés de combaterem os abusos que sofre, querem torná-los legais.

Aprovada na Câmara dos Deputados e encaminhada ao Senado, a reforma trabalhista prevê o fatiamento maior das férias, ao invés de protegê-las. Ela pretende aumentar o peso argumentativo de quem paga seu salário, como se entre capital e empregado, sem a força trabalhista unida, houvesse negociação justa.

Se a jornada diária puder chegar a 12 horas, como a reforma propõe, na rotina empresarial insana ninguém cumprirá o limite semanal nem o descanso necessário. O empregado que falar em horas extras será motivo de chacota durante a pausa para o almoço. Se der tempo de sorrir, é claro, já que o intervalo para repouso e alimentação poderá ser reduzido de 60 para 30 minutos.

O tempo gasto dentro do transporte da empresa, quando não há transporte público, não será mais contabilizado dentro da jornada de trabalho. Ajudas de custo não vão integrar o salário, reduzindo a arrecadação do INSS e do FGTS. Embora o cidadão aplique todo o dinheiro recebido em um único propósito, o sustento de sua família. A seguridade social, aquela que está em “crise”, será enfraquecida e as empresas terão tudo o que sempre desejaram.

A reforma trabalhista não visa aumentar a taxa de emprego de maneira digna. A partir de uma força de trabalho barateada, cujos direitos foram usurpados, as empresas planejarão como lucrar mais. Só depois pensarão em contratar, com o mesmo objetivo: lucrar. Reduzir ao mínimo os custos, inclusive os direitos trabalhistas, e aumentar o ganho do empresariado. Vimos esta prática na escola.

Como recuperar a economia, afinal? O trabalhador acorda cedo, suporta engarrafamentos infernais no trânsito, entrega seu suor, enfrenta congestionamentos na volta para casa e chega tarde da noite. Com os bilhões de reais que roubaram, antes de cumprirem rigorosamente suas penas, paguem a conta da crise dramática que vivemos aqueles que desejam legalizar a exploração da mão de obra brasileira.

Publicado por Mário Lima Jr.

Gonçalense, escrevo sobre política e sociedade em defesa da essência humana.

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