Sabemos que São Gonçalo se desenvolveu sem planejamento urbano. Seu trânsito é caótico, as principais vias se tornaram estreitas demais para o intenso fluxo atual de veículos. A cidade ferve: a praça do Rodo, segunda mais importante do município, não tem nenhuma árvore de sombra. Elas são raras nos grandes bairros comerciais. Onde relaxar sem ter que se isolar dentro de casa ou numa fazenda em Santa Isabel?
Praça Zé Garoto. Parte da região mais antiga da cidade, a praça Zé Garoto (cujo nome oficial é praça Estephânia de Carvalho) é o melhor refúgio do calor e do barulho para quem circula no Centro e nos bairros vizinhos. Além das árvores belas, altas e impressionantes, a praça tem bancos públicos!, outra raridade em São Gonçalo. Recomendo como ponto de encontro acessível, confortável, para refletir alguns minutos ou ler um livro.
Casa das Artes Villa Real. Também no Centro, a Casa das Artes Villa Real ofereceu em 2016 uma programação capaz de absorver o visitante e agregar cultura. Nela é possível desfrutar do prazer de aprender através de uma visita guiada, esquecer dos problemas do trabalho e sair de lá sabendo mais sobre São Gonçalo e sobre temas diversos que já foram apresentados, como a cultura espírita.
Igreja Matriz São Gonçalo do Amarante. Fechando o circuito do Centro, para aqueles que se interessam pela história gonçalense, católicos ou não. A igreja é palco das principais reuniões entre personalidades locais há muitos anos. Grandes projetos nasceram e foram comemorados nela depois de concluídos. O interior é uma obra de arte belíssima e do lado de fora há algumas árvores e bancos de concreto, combinação valiosa para relaxar no horário do almoço, por exemplo.
Centro Cultural Joaquim Lavoura. Visitei a biblioteca do Lavourão, no bairro Estrela do Norte, pela última vez há alguns anos, mas encontrei nela um espaço climatizado, boa oferta de livros, paz e silêncio convidativo. O Lavourão também conta com uma programação cultural variada.
Fazenda Colubandê. Um oásis. Mesmo pichada, destruída, com camisinhas usadas espalhadas pelo chão e esgoto correndo a céu aberto em uma das trilhas. Continua um paraíso arborizado, fresco, aconchegante, onde é possível pedalar, correr e caminhar respirando ar puro. Onde podemos descer no ponto de ônibus, caminhar 10 metros e fazer isso em São Gonçalo? Nem em Santa Isabel. Com pouquíssimo investimento, tudo o que o gonçalense faz no Campo de São Bento, em Niterói, faria na Fazenda Colubandê, que já recebe visitantes atualmente.
Algum local onde se pode relaxar sem pagar 1 centavo para entrar foi deixado de fora? Não deixe de incluir nos comentários.
Devemos exigir dos governantes que o que resta da fazenda Colubandê seja conservado!
Não temos, no Poder, políticos preocupados em restaurar a Memória daquilo que nossa cidade tem de melhor. A Constituição dá ao povo o poder de se organizar e agir para preservar os valores que nos conferem identidade. Os melhores símbolos de nossa identidade como gonçalenses são não somente os prédios e lugares emblemáticos na cultura e na história, mas também costumes, festas, eventos…